21.9.11

Simplificada




Antes esse blog se chamava "Platonizando".. agora não mais.
Resolvi mudar de vez, pois ninguém mais vive e nunca viveu bem platonizando as coisas.
Vamos simplificar!
Simplificada, acompanhe! ;)

Sentir - prós e contras


Antes sentir do que sentir-se morto
Antes ter ao que reagir do que ser pasmo, inerte, imóvel

A estabilidade me assusta, afugenta
O marasmo não pode permear um coração que só quer amar
Amor não é paixão, mas ainda assim queima
Chamas incansáveis, imparáveis
Que se um dia cessarem é porque se consumiu tudo o que devia
E acabou... 
... acende um novo amor

Sentir amor é pró
E o único contra de sentir é o sentir não acontecer.

16.7.11

Rascunhos de Beatriz - I

Ele não a merecia... Ele se quer lembrava dela quando não queria seu corpo. Ele não a beijava como ela queria, ela aceitava. Ele não compartilhava, ela sonhava - iludida. Ele não lhe dava parabéns no aniversário, sendo que a conhecia a mais de 5 anos, e em alguns casos se deitava com ela na semana anterior, na própria ou na seguinte da comemoração de seus anos.
E que anos? O que tinha a comemorar? Não conquistava o amor de quem tanto queria, de quem a tudo dava. Mas era amor o que queria?
Ela era medíocre, não se amava tanto quanto ao que pensava "amar" ele.
Na verdade sua mediocridade estava na falta de amor por si mesma, na sobra de afetos e uma certa obsessão por quem não via nada além de suas carnes. Nem sequer um prazer genuíno ela tinha. Só tinha o prazer de se deixar possuir por algo que queria possuir. Coisa que nunca aconteceu.
*
Ela cresceu, talvez não por fora, mas sim por dentro. O rosto pode parecer de menina, muito feliz, alegre, vívido. Aventuras e desventuras a levam à loucura. Uma mochila e um destino incerto para ela é festa.
Mas por dentro ela sabe as lições que já teve da vida. Ela sabe como tratar as pessoas, porque tratamentos diversos já teve. Sabe o que é bom e inclusive, o que não é. Ela esqueceu os sentimentos que lhe arrastavam a dignidade à lama. Criou coragem para dizer que não precisa do que de fato não precisava. Aprendeu a valorizar o que tem valor. Aprendeu a defender suas carnes de famintos por um pitaco. Aprendeu que um e um nem sempre são dois, mas que às vezes, um e um podem ser o infinito. Então não mais se entrega à ilusões. Se entrega sim às paixões que a alimentam e continuam a manter sua alma vívida, mas sem ilusões. Aprendeu a vida leve, a vida suave, a vida mansa. Brigar não leva a lugar algum, agora ela adora uma conversa. Ela senta, ri, levanta, dança, senta novamente, sorri mais uma vez. Agora ela é feliz porque aprendeu o que é a felicidade passando por vales de sombra, de dor e quase morte. Agora é feliz porque espera somente por si mesma. E por ela mesma, ela segue forte, feliz, cantando, sorrindo...