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10.10.11

As nascentes de um rio salgado



Às vezes observo a vida
Observo os amores, tão vivos, doloridos
Amores que temo perder, mas que doem ter
Amores que pela vida levarei, mas que com dor carregarei

Machuca ver o amor estar a se perder
Não perca de amor no sentido sentimento, mas amor sujeito, a pessoa se indo pra lugar inatingível...

Insanidade que arrasta para um fim antecipado o riso, a alegria
Arrasa com as esperanças e faz doer o coração que as perde dia após dia
Mas tudo renasce a cada noite entre as lágrimas, nascentes de um rio salgado chamado Saudade
Renascem as esperanças, atenuam-se as dores e fortalecem-se os amores

27.4.09

O tempo cura



O tempo cura dor, cura ferida e o desamor

Sim com o tempo foi-se embora o meu medo da solidão
Com o tempo veio a esperança e a segurança

Encontrando o verdadeiro quem sou
Hoje sei o que eu quero, qual gosto faz minha alegria

O que antes era essencial, hoje é nada além de ilusão superada
Os valores se inverteram, ou melhor
Agora são dados os valores certos às coisas certas

Não é qualquer amor que me seduz, nem qualquer sorriso
Busco mais do que a primeira impressão

Olhos nús, vida crua
Sem vendas e máscaras venha até mim

Eu só me deixo levar pela onda que ainda posso dominar quando decidir fazê-lo
Confio em mim e em meus passos

Bye bye apego às coisas que se vão com o tempo.